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Sexualidade & LGBTQIAPN+

Vermelho Bissexual é Oficial? Saiba Tudo Sobre esse Fenômeno Visual

Maira Reis
Escrito por Maira Reis em 27 de junho de 2025
3 min de leitura
Vermelho Bissexual é Oficial? Saiba Tudo Sobre esse Fenômeno Visual
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Você já ouviu falar do vermelho bissexual?

Essa expressão tem ganhado força nas redes sociais e na cultura pop como um símbolo visual poderoso da bissexualidade e vamos entender o porquê isso está acontecendo. Continue lendo…

Como Surgiu o Termo Vermelho Bissexual

O termo “vermelho bissexual” começou a circular principalmente em redes como Tumblr, TikTok e Twitter, onde a estética visual queer é constantemente reinventada. Usuários da comunidade bissexual passaram a usar o magenta da bandeira bissexual como cor predominante em fundos de arte, filtros, luzes e elementos gráficos para sinalizar pertencimento e orgulho.

Com o tempo, esse tom forte e chamativo passou a ser informalmente chamado de “vermelho bissexual”. Não por ser, de fato, vermelho, mas por lembrar um vermelho rosado em imagens estilizadas. A internet, como sempre, criou sua própria linguagem.

A bandeira bissexual, criada por Michael Page em 1998, tem três cores, nenhuma delas vermelha:

  • Magenta-escuro (#D60270): representa a atração por pessoas do mesmo gênero.
  • Azul royal (#0038A8): representa a atração por outros gêneros.
  • Roxo intermediário (#9B4F96): representa a sobreposição dessas atrações — ou seja, a própria bissexualidade.

Ou seja: o tal “vermelho bissexual” é, na prática, o magenta da faixa superior da bandeira.

Muito Além da Cor: A Estética de Resistência

Nas redes sociais, o vermelho bissexual começou a aparecer em filtros, fundos de fotos, edições e artes para sinalizar o orgulho bi. Além disso, muitos criadores de conteúdo bissexuais usam esse tom em seus visuais como um código de identificação com a causa, tanto em campanhas quanto em produções artísticas.

Essa cor também ajuda a combater o apagamento bissexual, algo muito comum dentro e fora da comunidade. Muitas pessoas bissexuais ainda enfrentam desconfiança, estigmas como “fase”, “confusão” ou “indecisão”, e até exclusão em espaços LGBTQIAP+. Por isso, o uso do vermelho bissexual como identidade visual tem ganhado força como forma de resistência e afirmação.

Usar essa estética é, para muitas pessoas:

  • Uma forma de se encontrar em meio a conteúdos queer, onde a bissexualidade ainda é sub-representada ou mal compreendida;
  • Um gesto de resistência simbólica e cotidiana, principalmente quando seus relacionamentos são invalidados dependendo da companhia;
  • Um jeito visual de dizer: “eu existo e não sou uma fase.”
  • Uma maneira de se ver e ser visto, com autenticidade e sem precisar se encaixar em estereótipos;
  • Um lembrete de que o orgulho também se constrói nos detalhes, nas escolhas de cor, nos códigos visuais, na linguagem sutil que diz: “você não está sozinho/a/e”.

Assim como o verde lésbico virou símbolo da estética lésbica, o vermelho bissexual conquistou seu espaço na estética contemporânea LGBTQIAP+.

E Por Que Isso Importa

Cores são linguagens. Quando uma comunidade escolhe um tom para representá-la, ela está se comunicando com o mundo e também entre si.

Mesmo sem ser “oficial”, o vermelho bissexual virou uma marca visual de pertencimento e afirmação, usada por pessoas bissexuais como uma forma de sinalizar identidade, orgulho e visibilidade, especialmente num contexto em que o apagamento bi ainda é muito forte, inclusive na própria comunidade LGBTQIAP+.

A apropriação de uma cor como forma de expressão tem um significado político e emocional. O vermelho bissexual (mesmo sendo, tecnicamente, um magenta-escuro) se conecta com algo ancestral: a necessidade de marcar o corpo, o espaço e a narrativa com algo que diga “eu pertenço”.

Ser bissexual não é só uma orientação, é viver em travessia. Muitas vezes, pessoas bi circulam entre espaços onde precisam se explicar o tempo todo: não são “gays o suficiente” em um lugar, nem “héteros o suficiente” em outro. Essa travessia constante exige força, e a estética se torna armadura.

Além disso, o vermelho/magenta carrega simbolismos universais:

  • Está associado ao desejo, à potência e ao sangue: elementos que também dizem respeito à vivência de ser bi num mundo binário;
  • É uma cor que chama atenção, rompe o neutro, confronta o olhar.
  • Nos estudos de psicologia da cor, tons magenta são ligados à intuição, liberdade e ambiguidade, palavras que ecoam o que é ser bi.

No design, essa cor também tem um comportamento único:

Ela cruza o quente do vermelho com o frio do azul, assim como a bissexualidade desafia dicotomias. Não é coincidência que ela ocupe a faixa superior da bandeira bi, é a cor que rompe, provoca, inicial

O uso crescente do vermelho bissexual também mostra como as identidades digitais LGBTQIAP+ estão cada vez mais visuais. Em tempos de Instagram, TikTok e Pinterest, paleta de cores também é militância.

E para quem nunca se viu em lugar nenhum, poder se ver em uma cor é um tipo de alívio. É o alívio de saber: “tem mais gente como eu.” E isso não é pouco.

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