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Sexualidade & LGBTQIAPN+

20 Frases Homofóbicas: Desvendando o Preconceito Escondido nas Palavras - PARTE 1

Maira Reis
Escrito por Maira Reis em 31 de julho de 2023
20 Frases Homofóbicas: Desvendando o Preconceito Escondido nas Palavras - PARTE 1
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Vivemos em uma sociedade diversa, onde cada indivíduo deveria ser livre para expressar sua identidade, amar e ser amado. No entanto, ainda enfrentamos obstáculos persistentes no caminho da igualdade.

A homofobia é uma dessas barreiras que, muitas vezes, se esconde em frases aparentemente inofensivas, mas que carregam em si um impacto profundo e prejudicial.

Neste artigo, mergulharemos na realidade dessas frases homofóbicas, revelando como podem perpetuar estereótipos, disseminar o preconceito e, em última instância, ferir pessoas que merecem ser respeitadas e amadas como qualquer outra.

Infelizmente, como consegui obter um volume grande de frases homofóbicas, esse conteúdo será dividido em duas partes.

Nossa jornada de conscientização nos levará a refletir sobre a importância de romper essas cadeias invisíveis, combatendo a homofobia no seu âmago. Abordaremos como cada um de nós, como membros desta sociedade, pode contribuir para criar um ambiente mais inclusivo e acolhedor para todos.

Vamos começar essa jornada, abrindo nossos corações e mentes para a verdadeira essência da humanidade – a aceitação incondicional do outro, independentemente de sua orientação sexual.

O poder da mudança está em nossas mãos, e é hora de quebrar essas correntes e dar um passo em direção a um mundo mais inclusivo e amoroso.

E você pode romper o preconceito, ao continuar estudado esse tema, nesses outros artigos complementares a esse:

Agora, conheça mais homofóbicas e saiba como quebrar seus estereótipos:

“Eu não sou preconceituoso. Até tenho um amigo gay!”

(Variação da frase: “Não tenho preconceito, tenho até amigos que são gays”)

A primeira frase já carrega uma hipocrisia: todos nós somos preconceituosos / preconceituosas, conscientemente ou inconscientemente, seja em uma maior escala ou menor escala.

Por isso, estão acontecendo os movimentos da nossa sociedade e das empresas para podermos rever nossas práticas e mentalidades que inviabilizam as pessoas, dia após dia.

Já a segunda parte da frase, apresentada nos parênteses, demonstra o quanto a pessoa quer colocar “o amigo gay” como uma pessoa diferente, como se amigos gays fossem algo surpreendente e que “até eu consigo conviver com eles, olha só… Que loucura, né!”.

E não é bem assim. Ter amigos gays é tão natural como ter amigos heterossexuais.

Logo, em um espaço diverso, é natural termos, tanto eu como você, amigos gays e heterossexuais, afinal isso faz parte do que chamamos de sociedade.

“Que desperdício!”

(Variação da frase: “Ai que desperdício ele ser gay!”)

Primeiramente, não somos objetos e/ou para sermos jogados e jogadas no lixo como se fosse o restante de alguma coisa, pois é justamente o que essa frase demonstra. 

Depois, compreendo quem vê um gay como uma pessoa bonita, elegante e atraente. Porém, é super indelicado, invasivo e homofóbico dizer que “ser gay é um desperdício” (o mesmo vale para pessoas trans, lésbicas, bissexuais e etc.), porque, novamente, você está vendo a pessoa como um produto (nesse caso, sexual). 

Além disso, você diz isso para, por exemplo, um casal heterossexual em que ambos estão comprometidos ou sozinhos:

  • Aí que desperdício eles serem heterossexuais?

Novamente, o que faz você pensar que ser gay é um desperdício?

Todo mundo é livre para amar quem quiser e o importante é respeitar as diferentes orientações sexuais.

Por fim, as pessoas podem não ter interesse em relacionar com você ou ainda não serem atraída sexualmente por você porque têm uma orientação sexual diferente da sua. E está tudo bem! Isso não as fazem se tornar “desperdício”, ok?

“Que viadagem!”

(Variações da frase: “Que bichinha!”; “Que mulherzinha!” ou ainda “Pare com essa coisa de mulherzinha!”)

Quanto você utiliza essa frase e/ou alguma das suas variações demonstra que você quer desqualificar (principalmente pelo uso do diminutivo, que significa algo pequeno – bichINHA e mulherzINHA) o gay como um homem na nossa sociedade.

Vivemos em um espaço machista que acredita que o homem deve ser machão, se relacionar com várias mulheres e mandar em casa para que sua família o obedeça.

Senão… “Que viadagem”, “que bichinha” e “que mulherzinha” são comportamentos “não aceitáveis” no espaço social heteronormativo que não entende seu próprio viés de mundo cisgênero e hétero.

Outra coisa, ter características afeminadas na personalidade de um homem não quer dizer que ele é menos do que os demais, como já disse acima. Até porque há homens héteros afeminados e está tudo bem!

“Ser gay, tudo bem. Mas não dê em cima de mim!”

(Variação da frase: “Ser gay tudo bem, mas me xavecar já é demais”)

Uma pergunta simples:

Você que é heterossexual, principalmente, fica dando em cima de tudo mundo que conhece?

Então, o que lhe faz supor que, ao conhecer um gay, ele vai automaticamente dar em cima de você?

Logo, é importante rever os seus preconceitos e falas para não parecer prepotente demais e com uma autoestima sem limites quando conhece um gay. 

“Mas precisa ficar se exibindo assim?”

É interessante como as pessoas vêem a troca de carinho das pessoas LGBTs como uma exibição. 

Por que a prática de troca de carinho na nossa sociedade deve ser uma para heterossexuais e outra para homossexuais?

Por que não podemos respeitar todas as manifestações de amor práticas com consentimento e ternura entre as partes envolvidas, independentemente das suas orientações sexuais e/ou identidades de gênero?

E por que essas práticas são vistas como exibições?

Essas são algumas das questões que continuo procurando respostas!

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“Nossa… Eu quero muito um amigo gay!”

Quando você faz uma amizade com um homem heterossexual, você diz que:

  • “Quero muito um amigo hétero!” 

Ou, simplesmente, diz:

  • “Eu quero ser seu amigo / sua amiga!”. 

Por que, quando você conhece um gay, você tem que dizer que precisa de um “amigo gay”?

Em outras palavras, desde quando a orientação sexual se torna um adjetivo de amizade?

Outra coisa, amigo se conquista, não é uma posse para você querer hoje e amanhã desquerer. Portanto, ou você tem um amigo, ou não tem, seja qual for a orientação sexual dele.

“Nossa, você nem parece gay!”

(Variações da frase: “Nossa, você nem parece lésbica”; “Nossa, você nem parece bissexual”; “Nossa, você nem parece trans; “Mas você tem certeza que é lésbica? É tão feminina!”)

Mais uma perguntinha direta… Por acaso, você já ouviu essa frase:

  •  “Nossa, você nem parece hétero!”

Então porque “ser gay” tem que ter uma ‘cara’, um estereótipo? Assim como ser hétero também tem que ter x características?

O mundo é feito de diversidades, logo, as pessoas possuem diferentes características (e isso é lindo!) para expressarem as infinitas orientações sexuais que existem no mundo.

Gay pode também ser magro, afeminado e gostar de Madonna. Como também pode não ser nada disso. Ou seja, isso não quer dizer que todos os gays têm essas características físicas e de preferência cultural.

Lésbica não precisa ser masculina e usar boné para ser lésbica. Ou seja, isso não quer dizer que todas as lésbicas têm essas características físicas e comportamentais.

Uma pessoa trans pode ter um corpo feminino e uma voz masculina, como também pode não ter. Isso não quer dizer que ela é ou não trans, pois ser trans é como ela se identifica perante o mundo. 

Ser bissexual não é uma pessoa ser mais masculina e ser menos feminina e vice-versa. Aliás, sequer é ser uma pessoa confusa (vamos falar sobre isso no capítulo de “bifobia”).

Por que você não entende que o mundo é feito pelo respeito e empatia pelo próximo?

“Quem é o homem e quem é a mulher?”

Para mim, essa é uma das frases mais homofóbicas que existe, pois ela está vendo tudo com uma mentalidade heteronormativa. 

Ou seja, como um casal homossexual – duas pessoas que têm o mesmo gênero e se relacionam -, com um casal heterossexual – duas pessoas que têm suas identidades de gêneros opostas – se envolvem?

A pessoa que disse essa frase não sabe que quando você é gay você está fugindo do relacionamento heterossexual e, consequentemente, em alguns casos, binário – homem com mulher e vice-versa. 

E, claro, uma das partes tem que fazer o papel feminino e não duas podem fazer os seus papéis masculinos (ou no caso de pessoas trans, como quiserem).

Portanto, não tem lógica querer enquadrar um casal gay ou lésbico como pessoas que vivem o padrão heterossexual e “aceitável” socialmente.

Não tem lógica querer enquadrar um casal em um padrão: um é masculino e outro mais afeminado. E daí se os dois forem masculinos ou os dos forem afeminados,e daí?

Como disse assim: 

Quem disse que tem que ter um padrão para ser gay e, principalmente, para viver um relacionamento gay?

“Você entende muito de moda, me dá umas dicas?”

Quem disse que ser gay (e/ou drag queen) faz a pessoa se tornar a especialista no universo da moda, maquiagem e dos sapatos?

E tem mais, mesmo que se você for especialista na área, qual é a obrigação sua de dar dicas (de graça) para as mulheres (heterossexuais) sobre esses universos?

É o mesmo que você conhecer um médico e ficar pedindo consulta de graça. 

Em outras palavras, uma coisa é a sua orientação sexual (como você  se relaciona com as pessoas e seus modos de vida), outra é a sua profissão, que nesse caso, pode ser ligada ao universo da moda ou não. E está tudo bem!

Em resumo: não generalize as pessoas, por favor!

“Como vocês fazem para saber que o outro também é gay?”

Como você faz para saber que a pessoa que você está afim é hétero? Não é convivendo com o outro? Perguntando – seja para amigos em comum e/ou para a mesma? 

Então, como você acredita que um gay sabe que o outro também é gay? E que uma lésbica sabe que a outra também é lésbica?

Da mesma forma que você sabe que uma pessoa é heterossexual. 

O que você precisa entender é deixar de ter preconceito porque ser LGBT+ não é ser a parte da sociedade, não vivemos de forma diferentes das pessoas héteros. Só temos uma forma de olhar o mundo e nos relacionar com as pessoas LGBTs.

E no caso das pessoas trans e bissexuais, elas podem se relacionar com pessoas héteros porque orientação sexual é uma coisa e gênero é outra. Simples assim!

“Sou hétero, mas heterofóbica”

Eu nem sei por onde começar a explicar o tanto de preconceito que há nessa frase.

Primeiro porque heterofobia não existe. Se existisse, por gentileza, me informe porque até hoje não achei nenhum dado estatístico de que heterossexuais morrem diariamente por serem heterossexuais – inclusive, me mostre também os dados históricos, de outros anos para eu poder fazer uma comparação.

Não estou falando de heterossexuais que morrem assassinados por um crime de assalto, por exemplo, mas sim que um hétero, ao pisar na rua, sabendo que toda a sua família, amigos e namorada sabem que ele é hétero, está inseguro, correndo risco de vida (e vindo, consequentemente, a morrer) porque ele simplesmente vive a sua heterossexualidade. Oi?

É até hilário escrever isso: 

Um hétero está seguro ao andar na rua por ser hétero. Mas um gay está inseguro ao andar na rua por ser gay. 

Qual é lógica disso? Por que esse desnível de dois pesos e duas medidas para cada um dos grupos?

Ser LGBT+ no Brasil e morrer por ser LGBT+ não é algo bonito, não é algo que gostamos de estampar nos jornais e nas redes sociais, e como muita gente pensa, não é vitimismo. Não é nada disso! 

Também a existência da homofobia não é uma competição com a “heterofobia” – com algo que não existe.

É algo cruel, que inviabiliza um grupo, que nos provoca medo (até porque nenhum LGBT+ gosta de ler uma notícia que mostra que um LGBT+ morreu por ser LGBT+), nos fazem sentirmos inseguros / inseguras no nosso dia a dia, com medo de perder a vida ao estarmos, simplesmente, andando na rua, seja ao lado de uma pessoa que amamos do lado ou não. 

Ou seja, falar que você é “heterofóbica” demonstra o quanto de preconceito está agarrado na sua mentalidade e o quanto é triste ver que você não tem um pingo de solidariedade e empatia com o movimento LGBT+.

Por fim, o que tem a ver ser hétero com ser heterofóbica? 

O que lhe impede de ser hétero e aceitar a comunidade LGBT+?

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“Você é gay porque não encontrou ainda uma mulher que mostre para você o que é bom”

(Variações da frase: “Mas você já transou com mulheres?” Ou ainda no caso das lésbicas: “Você já transou com homens?; “Você é lésbica porque ainda não encontrou um homem que mostre para você o que é bom”)

Você jura? Você jura mesmo que a vida de uma pessoa LGBT+ gira em torno de encontrar alguém para se relacionar sexualmente?

Quando você transou com um gay para saber que é um homem heterossexual? Ou ainda, quando você transou com uma lésbica para saber que é uma mulher heterossexual?

Entende como é um pensamento super preconceituoso, afinal, se você é gay e ainda “não encontrou uma mulher”, quer diz que o amor gay não é aceitável? Só o amor hétero seria aceitável? Por quê? 

Qual é o problema do amor gay poder ser expressado e vivido por dois homens? Ou dois trans homens? Ou ainda dois bissexuais?

Além disso, é importante lembrar que cada um ou uma descobre a sua sexualidade de forma única e com uma experiência diferente e isso não quer dizer que é necessário ir para cama com o gênero oposto para ter tal certeza. 

Como já disse, orientação sexual homossexual vai além do físico, da cama, é um estilo de vida, é uma forma de estar no mundo e de relacionar com as pessoas sem que você tenha que ter um contato amoroso com alguém do gênero oposto. 

“Me leva para uma balada gay?”

Desde quando ser gay se tornou, automaticamente, ser guia turístico de aventuras noturnas ou diurnas (até porque existem as after party e raves que são eventos durante o dia) baladeiras?

Faça amizades com as pessoas LGBT+ pelo que elas são e não por interesse.

“Mas ele não namorava uma menina?” 

(Variação da frase: “Mas ela não namorava um menino?”)

Desculpe a pergunta, mas o que você tem a ver com isso? E daí se pessoa namorava uma menina antes de se relacionar com um homem?

Inclusive, podemos até dizer que essa pessoa pode ser bissexual – não desmerecendo aqui a pessoa, se ela for gay.

Homossexualidade, bissexualidade, lesbiandade são orientações sexuais, assim como a heterossexualidade. 

Ninguém precisa se prender a um “padrão de orientação sexual” se ela está infeliz ao lado do outro só porque a sociedade “diz que é certo” namorar uma pessoa do gênero oposto ao seu – até porque, vamos falar a verdade: 

  • Quem paga as suas contas? É você que trabalha e se força ou a sociedade? 

Desse modo, a sociedade não tem que decidir ou não com quem você vai se envolver sexualmente.

Não tem nexo seguir “uma regra social” que lhe faz infeliz, que você só vai fazer para agradar as pessoas que não decidem os seus sonhos e nem correm atrás para realizá-los. Ao contrário, só querem ditar regras esdrúxulas na sua vida?

Outra coisa, um gay pode ter tido sim uma experiência heterossexual na vida e viu que, na verdade, não estava feliz assim e encontrou um cara para se relacionar. 

Novamente… E daí? Qual é o problema?

“Tem que ser muito macho para fazer o que vocês fazem, né!”

Dizer isso é perpetuar o machismo implantado na nossa sociedade, difícil de romper, inclusive, na mentalidade e/ou rotina também.

Ser uma pessoa LGBT+ nesse país é ser você: com as suas características biológicas, suas visões de mundo, suas experiências e vivências, suas bagagens culturais, sua orientação sexual e identidade de gênero. 

Nada disso está relacionado com o fato de você ser mais ou menos macho. 

E é assim que as pessoas deveriam no ver e nos respeitar e não porque, para uma parte da sociedade, entende que ser LGBT+ é ser muito macho.

“Não tenho nada contra, mas…”

Segundo a programação neurolinguística (PNL) quando se usa “mas” em uma frase, você automaticamente esquece o que foi apresentado na primeira sentença, antes da vírgula e do “mas”.

Logo, se você fala que não tem nada contra, MAS… As pessoas só vão entender o que você dizer de “mas” para frente, ou seja, só o conteúdo LGBTfóbico no contexto da sentença.

Por que você tem que ter um porém, um “mas”? Por que você não pode parar a frase em:

  • “Eu não tenho nada contra.”

Por que você tem que justificar isso com um argumento preconceituoso como se “por não ter nada contra”, você ganhou o direito de propagar a sua LGBTfobia na segunda sentença? Oi?

Novamente: ou você tem algo contra ou não tem. Não existe “mas”.

“Ele é gay, mas ninguém diz”

Por acaso você já disse para algum amigo após conhecer uma pessoa heterossexual:

  • Ele é hétero, mas ninguém diz.

Então por que tem que dizer que a pessoa parecer ser gay?

Por que temos que ter um padrão de “ser gay”?

Por que uma pessoa não pode, simplesmente, ser gay com as suas características, estilo de vida, orientação sexual e identidade de gênero sem que para isso ela pareça algo?

Quem estipulou que para ser hétero devo me parecer assim e para ser gay devo parecer assado?

Somos todos pessoas, e não parecemos pessoas.

Deixe de querer nos colocar em padrões e caixinhas para termos que viver nessa sociedade. Respeite a diversidade que há em cada um. Ninguém nunca será igual a ninguém. E isso é a coisa mais bela da vida!

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“Ele é gay, né… E se veste igual a todo mundo”

O que faz você pensar que uma pessoa LGBT+, especificamente um gay, deveria se vestir diferente das demais pessoas? Ou será que ser gay “nem é ser gente”, por isso não se veste igual a ninguém? Afff…..

Eu sei, você criou na sua mente que uma pessoa gay deveria sair na rua vestido como uma drag queen ou ainda uma rainha da bateria de uma escola de samba, não é?

Pois não, somos normais e iguais a você. A única coisa que nos torna diverso (e isso é incrível!) é a nossa orientação sexual e identidade de gênero (no caso das pessoas trans, não-binárias, queers, etc.).

Logo, entender que somos seres humanos como você é o primeiro passo para você deixar o preconceito de lado.

“Todos os gays deviam ser como o Ricky Martin

A sua mentalidade diz que todo gay deveria ser que nem o Ricky Martin, oxiii… Por quê?

Só porque ele é rico, bonito, branco, aparentemente “heterossexual”?

Oras, não. Novamente, não somos um padrão para você nos encaixar na mentalidade “do que uma pessoa gay deve ser para ser aceitável socialmente por um / uma hétero”.

Depois, você está colocando as suas “expectativas” heterossexuais nos ombros de uma pessoa gay. 

Quando você é gay, você já rompeu os padrões da nossa sociedade heteronormativa e cisgênera do que um homem deve ser e viver. Entenda isso de vez.

Inclusive; por isso, há gays afeminados, há gays que curtem se dedicar à academia, há gays que são gays e vão abrir a boca e você nunca vai saber que é gay, etc.

Há gays que vão “misturar várias dessas características”. Em outras palavras, gays são gays, pessoas tão diversas quanto você.

Primeiro, respeite o Ricky Martin como um homem gay e não como a sua fantasia do que um homem é.

Por fim, respeite os gays e não queira os enquadrar em uma visão hétero da nossa sociedade. 

“Vocês podem não se tocar ou beijar? Meus filhos não vão entender”

Não, não podemos, quer saber o motivo?

Porque não deixarem de viver a nossa realidade e o nosso amor porque você não sabe conversar sobre esse assunto com o seu filho.

Porque essa é a oportunidade que você tem para ensinar ao seu filho que há no mundo a diversidade sexual e de gênero e como isso é maravilhoso.

Essa também é a grande oportunidade para você mostrar ao seu filho que ter tal atitude o torna uma pessoa sem preconceitos e que respeita o outro pelo que ele é.

Essa é a oportunidade para vocês juntos desconstruírem preconceitos e entenderem sobre amor, empatia, convivência social e, novamente, respeito.

Essa é a sua oportunidade para você ser uma pessoa melhor e também direcionar o seu filho para que ele também seja.

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